Fafá Conta

De onde vêm os bebês?

Talvez você já tenha ouvido que bebês são entregues pela cegonha, uma história que os adultos contavam porque tinham medo e até vergonha. A história da cegonha é apenas um conto de fantasia. Como Pinóquio, Pequena Sereia e João e Maria. Com a Gogô, vou mostrar o que acontece na realidade. *** Chame um adulto legal e responsável para te ajudar a descobrir a verdade. *** Fafá Conta: Gogô, de onde vêm os bebês?, de Caroline Arcari com ilustrações de Isabela Santos. Publicado pela editora Caqui. Compre o livro Conheça o livro Assista também PIPO E FIFI – prevenção de violência sexual para crianças Não me toca, seu boboca! Leia mais: Abuso não, post em que reúno diversas informações pra adultos e crianças. Sobre o livro Gogô e o vídeo: Conteúdo indicado para crianças acima de 5 anos. É aproximadamente nessa idade que as perguntas sobre concepção e nascimento aparecem. ATENÇÃO O conteúdo desse livro e, portanto, desse vídeo, está alinhado ao Estatuto da Criança e do Adolescente. As ilustrações estão em consonância com as orientações do Manual da Nova Classificação Indicativa* do Ministério da Justiça. As imagens de nudez estão inseridas no contexto da educação sexual, sendo de cunho informativo e educativo. Além disso, o conteúdo do livro atende aos parâmetros positivos destacados pelo mesmo manual, facilitando o desenvolvimento de: Comportamentos que valorizam a responsabilidade. Comportamentos que valorizam o respeito aos demais. Comportamentos que valorizam os cuidados com o corpo. Conteúdos que valorizam o conhecimento. Conteúdos de respeito à diversidade. Menção aos Direitos Humanos de forma positiva. *Lei n°8.069 , de julho de 1990. (1990). Dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente e dá outras providenciais. Brasília, DF: Câmara dos Deputados. ** Romão J. E., Canela G., & Atarcon, A. (Orgs.). (2006). Manual da nova classificação indicativa. Brasília, DF: Ministério da Justiça.

Fafá conta: não me toca, seu boboca!

Ritoca tem uma história para contar, meio difícil de entender, muito difícil de falar. Uma forma de oferecer segurança e informação às crianças sobre prevenção ao abuso sexual infantil, sem perder o encantamento próprio da literatura. Fafá conta: Não me toca, seu boboca! De Andrea Taubman. Editora Aletria Para enriquecer a conversa Confira o post cheio de dicas de sites, livros e vídeos para crianças e adultos ficarem bem informados para combaterem o abuso sexual infantil. Saiba mais sobre esse livro. Assista também: Fafá conta Pipo e Fifi – prevenção de violência sexual para crianças Como e onde denunciar Disque 100 – Serviço de proteção de crianças e adolescentes com foco em violência sexual, vinculado ao Programa Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, da SPDCA/SDH. Basta discar o número 100 (é gratuito e aceita denúncias anônimas). Proteja Brasil – Esta iniciativa do UNICEF permite que sejam feitas denúncias diretamente por um aplicativo disponível para android e IOS, além de localizar os órgãos de proteção nas principais capitais e ainda se informar sobre as diferentes violações. As denúncias são encaminhadas diretamente para o Disque 100. Safer Net – Ong que criou um canal de denúncias de crimes na web, e pornografia infantil é o tema mais denunciado. Dica de profissional A Caroline Arcari, fez um post no facebook dela que pedi para compartilhar aqui com vocês, aí vai: *A Caroline Arcari é a autora do livro Pipo e Fifi, pedagoga e educadora sexual, especialista em Educação Sexual pelo CESEX e mestre em Educação Sexual pela UNESP. Tem muita gente me pedindo um parecer sobre os novos livros sobre violência sexual que estão saindo no mercado editorial. É uma grande alegria o despertar das pessoas para a necessidade de falarmos sobre esse assunto com as crianças. Para que elas criem ferramentas para detectar a diferença entre toques de afeto e toques abusivos. A autoproteção, como é chamada essa abordagem, é uma das formas mais eficazes de enfrentamento da violência sexual, sabia? Então, aí vão as orientações na escolha do livro: Tem livro incrível e tem livro com conteúdo duvidoso. Cabe à família e educadoras/es prestar atenção na qualidade do texto e ilustrações. Alguns livros, apesar da boa intenção, acabam reproduzindo estereótipos que se afastam da realidade. Abusadores com cara de malvado, pegando a criança à força, com aparência assustadora e ameaçadora. A maioria dos autores da violência são gentis, amáveis e conhecidos da criança e isso PRECISA ser dito a ela. Alguns livros tratam a violência de forma muito subjetiva. Termos como “toques estranhos”, “carinhos esquisitos” são muito confusos. Quanto mais nova a criança, mais assertiva precisa ser a linguagem. Selecione livros que informem sobre partes íntimas, que revelem como são esses toques abusivos e que abordem questões como segredo e busca de ajuda. Prefira livros cujos personagens contemplem ambos os gêneros. Livros que mostram apenas meninas sofrendo abuso sexual podem reproduzir o mito de que meninos raramente são vítimas. Sabemos que, estatisticamente, até 27% dos meninos e 36% das meninas sofrem algum tipo de violência sexual até os 12 anos de idade.