Se as coisas fossem mães, poema narrado
Como seria se a Lua fosse mãe? E se a cadeira fosse mãe, quem seriam seus filhinhos? Ouça “Se as coisas fossem mães”. Fafá Conta: Se as coisas fossem mães, de Sylvia Orthof, ilustrado por Ana Raquel. Publicado pela Editora Nova Fronteira. Ouça histórias pro dia das mães Segredo de mãe Não falta nada
4 livros de Leo Cunha pra encantar crianças e adultos
Ontem teve um bate-papo bacanérrimo com o autor Leo Cunha na Biblioteca Pública do Paraná, num evento realizado pela FATUM, instituição onde faço uma pós em literatura infantil e juvenil e contação de histórias. O autor contou histórias e curiosidades de seus livros e foi possível conhecer ainda melhor suas obras. Fiquei tão maravilhada que agora quero compartilhar com vocês um pouco do que foi esse encontro através de alguns de seus livros. No final do post ainda tem um vídeo com a leitura que ele fez de uma de suas obras! Só de brincadeira Esse livro é um lançamento fresquinho, ilustrado pela Anna Cunha e publicado pela editora Positivo. Reúne poemas em que o brincar é o tema. Faz a gente voltar no tempo das brincadeiras de roda, amarelinha, pega varetas. Valoriza o brincar na rua, na troca com outras crianças, o brinquedo que faz a gente mexer o corpo, ser desafiado, pensar e crescer. As ilustrações são uma lindeza!!! Delicadas, com uma paleta de cores que acolhe e conforta. Me deu uma vontade de pular dentro do livro e viver naquele mundo bonito que ele apresenta. Uma delícia de leitura, em que o texto também brinca com o leitor. Num mundo perfeito Achei curiosíssima a forma como esse livro surgiu. Salmo Dansa, ilustrador dessa obra, tinha terminado de ilustrar um livro de Luiz Antonio Aguiar. O livro já estava indo pra gráfica, pronto pra ser impresso, quando ele refez todo o trabalho, propôs novas ilustrações pro livro inteirinho. Mas a editora falou que já era tarde pra mudar e eles já tinham aprovado e gostado do que ele tinha apresentado anteriormente. Sendo assim, o Salmo tinha um livro inteiro ilustrado, precisando de um texto! O Leo Cunha ficou sabendo disso, pediu as ilustrações e pá: nasceu “Num mundo perfeito”, publicado pelas editoras Paulinas. O livro narra a história de George, um garoto multitalentoso. Ele plantava bananeiras como ninguém, desenhava muito bem, decorava poemas compridos, fazia castelo de cartas, contava anedotas, tocava instrumentos só de ouvido. George teria tudo para ser um menino feliz! Mas ele queria ser mágico e essa arte ele não dominava. Isso o deixava extremamente chateado e insatisfeito. Até o dia em que ele vai a um hospital, e com todos seus talentos, entretém as crianças lá internadas, e é chamado de “George, o mágico da alegria”! As ilustrações fazem referência ao filme “Viagem à Lua“, de George Meliés (e imagino que foi assim que o personagem ganhou o nome George). Não consegui descobrir qual foi o livro que inspirou esse trabalho do Salmo, nem o Leo soube me dizer, porém, que rendeu uma bela história, cheia de aprendizados, rendeu. Um livro super legal pra refletirmos sobre nossos talentos, pra aprendermos a ser mais generosos com nós mesmos e que a perfeição depende do nosso ponto de vista. Cachinhos de Prata O bate-papo foi encerrado com o Leo fazendo a leitura desse livro. Uma leitura que emocionou ele e a todos presentes. Cachinhos de Prata é o apelido de uma vó cheia de carinhos e histórias, dado, carinhosamente, pelos seus três netos. Todos os domingos eles visitavam a avó e eram recebidos com muito aconchego. Um dia, porém, é o avô que atende à porta. A vó estava na cama e quando os netos se aproximaram, ela não lembrava deles. Começa um momento cheio de lembranças em que os netos narravam o que tinham aprendido com a vó, numa tentativa de fazê-la lembrar deles. O neto mais novo tinha uma voz mais fina e explicou: – Eu sou o seu neto caçula. A senhora me ensinou a colher margaridas. E mostrou o buquê que eles tinham trazido para ela. – Mas eu não gosto de flores! – disse Cachinhos de Prata Uma história tocante, que trata do Alzheimer sem precisar tocar no nome da doença, sobre envelhecimento, esquecimento e memória com muita delicadeza e poesia. Vale observar as ilustrações de Rui de Oliveira com atenção. O avô, pouco citado no texto, se faz bem presente pelas ilustrações que retratam um pouco da sua dor. As folhas, que estão sempre caindo pelas páginas, são uma metáfora pras lembranças que vão embora, como as folhas no outono. O desenho da avó é inspirado na figura de Cora Coralina e do avô no Manuel Bandeira. Esse livro foi publicado pelas editoras Paulinas. Conheça também: Um dia, um rio, uma história sobre o desastre em Mariana.
Como falar do desastre do Rio Doce para crianças – Um dia, um rio

Uma tragédia retratada com beleza Leo Cunha, autor de Um dia, um rio, foi convidado pela editora Pulo do Gato para escrever um livro infantil sobre o desastre do Rio Doce. E é com um poema lindo e emocionante que ele dá voz ao rio, que conta sua história em primeira pessoa. De forma poética, ele fala sobre a influência do rio na sua cidade. Sobre como os pescadores se enchiam de histórias, as florestas se refrescavam e as crianças brincavam. A gente vai se enchendo de beleza com a vida e a importância daquele Rio, que era Doce. Até que o desastre acontece e ele se torna amargo. Um rio de lama, chumbo e cromo. As ilustrações de André Neves são fortes, expressivas, nos tocam profundamente e dão ainda mais força à história. Um dia, um rio é um trabalho incrível, lindo e carregado de sentimento. Como já sabemos, o rio morre. Ele fica triste e não tem como a gente não ficar triste junto lembrando de toda a tragédia e das vidas afetadas. A natureza e o rio choram. E a gente chora também, ao ler e se lembrar. Mas, como a esperança é a última que morre, ela está bem viva no final do livro. Que é lindo, já falei, né? E você vai contar essa história, Fafá? Eu te respondo: siiiim! Como foi amor à primeira lida, desde que conheci o livro que quero contá-lo. Então anotem na agenda: sábado, dia 12 de agosto, vai ter Fafá conta “um dia, um rio” no canal! ATUALIZADO: Assista aqui! *** Gosta do meu trabalho? Seja um apoiador! Seja um Fafã e receba por emails as novidades do blog, ofertas de livros infantis e atualização da minha agenda de contações ao vivo. 🙂 Salvar Salvar Salvar Salvar Salvar
Céu menino – livro de poemas sobre a poesia celestial

A poesia do céu (ou no céu?) Eu sou uma apaixonada pelo céu! Adoro olhar pra cima e contemplar a imensidão de uma noite estrelada ou um dia de céu limpo e azulado. Também aprendi a ver a graça naquele dia cinza e molhado, já sabemos que a chuva pode trazer um belo recado. Mas quem eu mais namoro nessa minha paixão são a Lua e o pôr do sol! Tem coisa mais linda que aquelas várias cores que tomam conta do céu por poucos minutos? Rosa, laranja, azul, verde… afff é muita poesia! Foi por isso que me senti atraída por essa obra: “Céu menino“, de Alessando Riccioni, da editora Pulo do Gato. O livro conta, através de diversos poemas cheios de rimas e ritmo, o ciclo de um dia do céu, como se ele fosse um menino (tu-dum-tsh). Começa saudando um lindo dia que chega, fala das diferentes sensações que o sol causa, do encontro de céu e mar num texto muito rico. Já naquela primeira folheada, pra ter uma ideia do jeitão dele, me encantei pelas ilustrações de Alicia Baladan! Meio surreais, numa paleta de cores aconchegante. Uma obra que retrata o universo num céu azul cor de cobalto. A ilustração mostra um céu a ser explorado. Vai dizer que não é lindo?! Tem um clima também de sonho e viagem, uma obra pra mergulhar e se sentir nas nuvens. Essas duas páginas me lembraram da música “hoje é domingo, pede cachimbo…”. O poema parece ter o mesmo ritmo. As ilustrações também ajudam a gente a entrar no clima dessa brincadeira e fazem pensar: talvez o céu não esteja “lá em cima”, mas nos envolvendo o tempo todo… pirei muito? Talvez! Mas contemplar a imensidão celeste nos permite viajar nas ideias, assim como esse livro lindo! Assista Fafá conta: Céu menino Salvar
Fafá conta poemas: céu menino, de Alessandro Riccioni
Poesia no céu Nesse episódio de poesia para crianças a Fafá recita dois poemas do livro “Céu Menino”, da editora Pulo do Gato. Sobre a obra O livro conta, através de diversos poemas cheios de rimas e ritmo, o ciclo de um dia do céu, como se ele fosse um menino (tu-dum-tsh). Começa saudando um lindo dia que chega, fala das diferentes sensações que o sol causa, do encontro de céu e mar num texto muito rico. Leia mais sobre o livro nesse post. Compre o livro Comprando pelos links que disponibilizo em minhas redes você colabora para a continuidade desse trabalho sem pagar a mais por isso (pelo contrário, às vezes até economiza!). Obrigada <3 Assista também A árvore generosa Meu corpo e eu
Fafá conta poemas: meu corpo e eu, de Jorge Luján
O poema “Meu Corpo e Eu” levanta questões como “eu sou o corpo, matéria, o veículo que me leva pros lugares? Eu sou a voz que fala em mim? Sou a minha mente? Ou eu sou mais do que o que podemos ver e sentir?” Fafá recita o poema do livro de mesmo nome: Meu corpo e eu, de Jorge Luján. Editora Rovelle Conheça o livro Leia mais sobre o livro nesse post. Compre o livro Meu Corpo Depois Comprando pelos links que coloco em minhas redes você colabora para a continuidade do meu trabalho sem pagar nada a mais por isso. 🙂 Obrigada! <3
Dica de livro infantil: 111 poemas para crianças, de Sérgio Capparelli
Quando eu era pequena aprendi a gostar de poesia com um livro que trazia poemas dos mais diversos tipos. Me encantei com aqueles que desconstruiam as palavras e sons, que traziam uma poesia visual a partir do texto. Que extrapolavam as palavras. Achava divertido, surpreendente e criativo. O livro 111 poemas para crianças, me remeteu a essa memória, ele lembra muito aquele livro. Pode parecer simples, mas é uma descoberta para as crianças saber que é possível sair do texto formatado ou por poemas compostos por rigorosas métricas e estrofes. Esse livro traz uma seleção feita pelo próprio autor a partir de poemas presentes em obras anteriores e outros inéditos. Separado em 10 capítulos separados por tema ou estilo de linguagem. Rimas também são sempre atrativas. Em uma conversa com amigas que têm filhos na faixa dos 9 anos, fiquei sabendo que eles fazem disputa de rimas com os amigos. Quase como os repentistas, eles soltam frases e os amigos têm que responder com algo que rime. Pra essa turma, esse livro vai ser uma boa fonte de inspiração. 🙂 111 poemas, de Sérgio Capparelli. L&PM editores. Ouça Fafá conta: o que é mãe, um poema desse livro! Compre o livro 111 poemas para crianças Comprando pelos links que coloco em minhas redes você colabora para a continuidade do meu trabalho sem pagar nada a mais por isso. 🙂 Obrigada! <3 Salvar Salvar
Fafá conta poemas: o que é mãe, de Sérgio Capparelli
Um poema pro dia das mães, que se aproxima. Fafá conta: o que é mãe, de Sérgio Capparelli, do livro 111 poemas para crianças da L&PM editores. Saiba mais sobre o livro nesse post. Ouça também Aproveite o tema e ouça a playlist que criei com histórias relacionadas à maternidade Gostou do poema “o que é mãe”? Compre o livro Comprando pelos links que coloco em minhas redes você colabora para a continuidade do meu trabalho sem pagar nada a mais por isso. 🙂 Obrigada! <3
Fafá conta poemas: o gato, de Marina Colasanti
Marina Colasanti para crianças O livro Caminho da Poesia reúne 12 poemas de diversos autores como Marina Colasanti, Paulo Leminski, Manuel Bandeira, Ferreira Gullar, Mário Quintana, Cora Coralina, entre outros. Nessa episódio recito o poema “O Gato”, de Marina Colasanti. A famosa poesia “O bicho”, de Manuel Bandeira está nesse livro também. “Cada vez que você lê um poema até o fim, está dando oportunidade a um poeta de falar com você. Acontece, algumas vezes, que ele já se foi há muito tempo, mas continua falando… se a gente parar e ouvir.” Caminho da Poesia, editora global. Saiba mais sobre o livro aqui. Compre o livro Comprando pelos links que coloco em minhas redes você colabora para a continuidade do meu trabalho sem pagar nada a mais por isso. 🙂 Obrigada! <3
Dica de livro infantil: Ou isto ou aquilo, Cecília Meireles
Poemas de Cecília Meireles “Publicado pela primeira vez em 1964, é um livro que imprimiu sua marca na memória afetiva de gerações de leitores e ocupa posto de destaque na literatura infantil brasileira. Cantigas de ninar, cantigas de roda e trava línguas são formas de expressão muito próximas do mundo da criança. Em Ou isto ou aquilo, Cecília Meireles utiliza de forma inigualável estes e outros recursos. A autora joga com as palavras, criando um universo encantador, e, de maneira leve, coloca a criança diante dos caminhos a seguir, como no poema que dá nome ao livro: Ou se tem chuva e não se tem sol ou se tem sol e não se tem chuva! Ou se calça a luva e não se põe o anel, ou se põe o anel e não se calça a luva!. Cecília explora a sonoridade, o ritmo, as rimas, as repetições e a musicalidade, como se pode notar em “Rômulo rema”: Rômulo rema no rio. A romã dorme no ramo, a romã rubra. (E o céu.). A autora resgata o universo infantil, permeado por perguntas imprevisíveis, monólogos, situações surpreendentes, comparações incomuns, em que a fantasia e a imaginação estão sempre presentes. Nos deparamos com a borboleta no jardim, a bela bola que rola, a casa da avó, a água da chuva e a lua, que aparece depois da chuva, além de outras cenas e sensações. Sensações estas que parecem sempre ter existido, mas que somente a sensibilidade de Cecília Meireles tem o dom de revelar.” Assista Fafá conta: o céu azul Compre o livro Comprando pelos links que coloco em minhas redes você colabora para a continuidade do meu trabalho sem pagar nada a mais por isso. 🙂 Obrigada! <3