Livros infantis pra falar sobre adoção

Dia 25 de maio é celebrado o Dia Nacional da Adoção e eu quis fazer uma seleção de livros que abordam o assunto, das mais diversas maneiras, bora conferir? Meu Pequenino Quis começar por um livro nada óbvio em relação ao tema, mas que é lindíssimo e de emocionar quem lê e sente. Aqui não se fala de adoção, mas do amor de uma mãe e seu filho. A vontade dela de dividir sua história, que agora também pertence ao filho. Talvez não a faça muito bem em palavras, mas que pode ser vista e sentida pelas ilustrações lindas. Uma obra cheia de espaço pra que o leitor complete com seu entendimento e sensibilidade. O que me fez querer colocar essa obra como um bom livro pra abordar a adoção? Na ilustração o filho sai do coração. <3 Meu pequenino é um livro que rendeu vários prêmios no exterior aos autores Germano Zullo e Albertine e acabou de ser lançado pela Ameli com uma qualidade impecável. Aos olhos do mar Um livro de uma delicadeza enorme! Cheio de poesia pra falar do encontro de uma mãe e um filho no processo de adoção. Uma leitura pra se emocionar. ♥️ “Aos olhos do mar” fala de duas aldeias separadas pelo imenso mar. A aldeia de Cá era habitada por muitas crianças que viviam sem a companhia de um adulto. A aldeia de Lá era cheia de adultos ocupados em seus afazeres. Na aldeia de Lá existia uma mulher tinha saudade do que nunca teve. Na aldeia de Cá, um menino, e só ele, sabia da existência da aldeia de Lá. Toda noite, olhava pro céu e pedia à uma estrela que realizasse seu desejo. De Cristiane Tavares e Chris Mazzotta, publicado pela MOV palavras. É um livro que não está mais sendo publicado, encontrei num sebo online, vale a pena você ficar de olho pra encontrá-lo. Somos um do outro Esse é um livro que vai mais direto ao assunto, sem muitos rodeios. O autor utiliza diversas frases e situações pra mostrar que “você precisa de amor e eu tenho amor para lhe dar”. É muito legal pois mostra diferentes composições familiares – pai e mãe, pai solteiro, mãe solteira, duas mães ou dois pais. As ilustrações são simples e bem coloridas, características do trabalho do autor Todd Parr. Publicado no Brasil pela PandaBooks. A caminho de casa “Essa é minha história, ela é real, e não vou poupar o leitor.” Taí um livro que promete e faz hehe. Uma leitura um tanto quanto dura, que trata do abandono, desumanização, racismo e preconceitos. Tanto texto quanto ilustrações levam a maioria dos leitores a tirar certas conclusões sobre o personagem, no entanto, o final é surpreendente e feliz, ufa. Excelente pra levantar certas reflexões e ajudar na formação de um leitor crítico. De Sílvia Corrêa e Cárcamo, publicado pela Edições de Janeiro. As aventuras de Pinóquio A história das aventuras de Pinóquio é um clássico e sempre é lembrada quando o assunto “adoção” vem à tona. Nessa obra, a história é recontada pela Penélope Martins num texto gostoso de ler, todo rimado, pura poesia. O projeto gráfico da Raquel Matsushita tá um primor! Um trabalho que a gente percebe que tem cuidado, que foi bem pensado pra levar uma experiência de qualidade ao leitor. Isso tudo somado às ilustrações do Alexandre Camanho, que em nada lembram aquela adaptação da Disney. Isso é uma baita qualidade, pensando em oferecer diversidade também estética pras crianças. O livro tem uma paleta de cores super interessante, acabamentos que dão a essa edição todo um “tchan”. Não tem como se deparar com um livro desses e não querer mergulhar nessa história diversas vezes. Como fazer as crianças gostarem de ler? Apresentando bons livros. Taí esse lançamento lindeza da PandaBooks como dica pra vocês. Ioiô Em forma de diário, um menino que vive num abrigo compartilha seu dia a dia enquanto está no processo para ser adotado. Tem coisas legais pra refletir sobre o que passa na cabeça de uma criança mais velha nessa situação. Toca em uns assuntos importantes como crianças que sofrem um segundo (ou terceiro) abandono e sobre os adolescentes que não são adotados e têm que sair pra vida aos 18 anos. Ao mesmo tempo me pareceu um tanto romantizado. A família que adota o menino é a salvadora, adota todo mundo, do cachorro que a criançada cuidava no abrigo ao amigo do personagem principal, que havia sido abandonado várias vezes. Fica meio novela, eu acho. Ou seja, achei legal, mas não maravilhoso. Escrito por Belise Mofeoli e ilustrado por Raoni Xavier, esse livro é mais indicado para leitor fluente ou leitura compartilhada. Publicado pela Paulus. O ninho do coração Leiloca é uma galinha que queria muito ser mãe. Um dia levou um susto! Debaixo de uma árvore, viu um ninho, e dentro dele havia… um ovo. Leiloca olhou para todos os lados e perguntou aos amigos da fazenda: – Quem é a dona deste ovinho? Ninguém soube dizer. A partir daí Leiloca começa a adotar os mais diversos filhotes da região. Um livro que pode agradar facilmente as crianças menores. De Ana Maria de Andrade, publicado pela Imperial Novo Milênio. Gogô – de onde vêm os bebês? “Mãe, pai, de onde vêm os bebês?” Com esse livro você não precisa mais ficar em pânico quando as crianças começarem a fazer perguntas. “Gogô, de onde vêm os bebês” conta pra crianças, na companhia da cegonha Gogô (e de um adulto bem legal pra mediar essa leitura), tudinho que elas precisam saber. Mostra outras possibilidades de concepção, tipos de partos e que nem toda criança chega numa família dessa forma, inclui aí as famílias que se formam pela adoção. Esse livro tem um post todinho dedicado a ele, caso queira conhecer mais detalhadamente. E já virou vídeo lá no canal. Mais livros infantis sobre adoção Aqui no blog já fiz uma seleção de livros pra falar sobre diversos tipos de família, e sobre a
Vacinar ou não vacinar? Eis a questão!

Eu tava cheia de dúvidas: vacinar ou não as crianças? É tanta coisa que a gente lê a respeito que pode deixar a gente se questionando, né? Assista ao vídeo ou leia o conteúdo Como você já deve estar sabendo, no mês de agosto deste ano, teve início aqui no Brasil mais uma grande campanha de vacinação infantil contra o sarampo e a poliomielite. A campanha veio em um momento fundamental, porque a imunização das crianças no Brasil tem caído vertiginosamente. A taxa de vacinação contra 17 doenças totalmente preveníveis – entre elas o sarampo e a febre amarela – atingiram no ano passado os níveis mais baixos em décadas. Por quê, Fafá? As razões pra a redução são muitas e vão desde o empobrecimento da população ao horário limitado de acesso aos postos de vacinação. No entanto, uma causa fundamental pode ter um peso igualmente importante: a decisão dos responsáveis de não levarem as crianças pra vacinar. Quer seja porque acham que isso não é mais preciso, uma vez que as doenças já desapareceram; ou porque acreditam que as vacinas podem fazer algum mal ou provocar reações adversas nas crianças; ou porque não têm tempo para levar a criança a um posto de saúde. Vamos combinar, todos esses motivos são bem egoístas, né? Eu vou falar por que, mas antes quero deixar claro: sim, eu sei que existem exceções. Existem crianças que não podem ser vacinadas por um ou outro motivo em um determinado momento. Mas, para todas as outras… Esses adultos consideram apenas as suas motivações pessoais, ignorando o impacto das doenças na coletividade e nos serviços de saúde pública. Atualmente, cerca de 1 milhão de crianças de até um ano de idade não foram adequadamente imunizadas no país. Cada uma delas, se infectada, pode contaminar dezenas de outras, inclusive aquela que não podia ser vacinada. Olha a responsa! Pense no terrível efeito bola de neve. Essas crianças estão também expostas a contrair poliomielite (paralisia infantil), hepatites A e B, tétano, difteria, coqueluche e meningite. Algumas pessoas não imunizadas na infância podem pegar essas doenças quando adultos, e então o quadro é muito mais grave, podendo inclusive afetar seus filhos não nascidos. Felizmente, muita gente hoje nunca viu ou teve qualquer uma dessas doenças porque elas ou seus pais foram imunizados, mas essas doenças ainda existem e continuam a matar e deixar pessoas com sequelas em diversos países. Dos três vírus combatidos pela vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), o sarampo é considerado o mais perigoso. Segundo a recomendação oficial, por ser de alto contágio, é preciso que pelo menos 95% das pessoas tenham sido vacinadas no Brasil pra que o sarampo não se espalhe. Caso contrário, basta ter uma pessoa não vacinada em uma cidade para que o vírus trazido por um infectado consiga chegar até ela. Eita viruzinho danado esse! Neste ano já foram registrados surtos de sarampo em diversos estados. O que é sarampo, Fafá? É uma doença que afeta o sistema imune e reduz as defesas do organismo, abrindo caminho para infecções secundárias que podem até matar, como já ocorreu com algumas crianças recentemente. Fafá, mas e eu posso confiar nessas vacinas? Já ouvi tanta coisa a respeito… É, eu sei. Eu também já ouvi e li muito a respeito, por isso que eu fui me informar. O programa brasileiro de vacinação é um dos melhores do mundo. As vacinas são as mais modernas e, mesmo nos poucos casos em que gera reações adversas, pode ter certeza: eles são bem menos preocupantes do que a doença em si. E tem mais: nenhum outro país oferece cobertura gratuita tão ampla. Graças a isso milhares de vidas têm sido salvas. Fafá e quem pode ou não ser vacinado? Em geral, não há contraindicação para as crianças tomarem qualquer das vacinas oferecidas na rede pública, e as equipes de saúde são continuamente treinadas pra identificar aquelas que não devem receber a dose em um determinado momento. Não faltam avisos sobre as campanhas. Fafá e eu perdi o período da campanha, e agora?! Nesse caso, “campanha” significa apenas período de mobilização. As vacinas estão sempre disponíveis nas unidades de saúde e, como todos os serviços do SUS, são sempre gratuitas. Assim, mesmo passado o período de mobilização, as pessoas podem ir aos postos se vacinar. As campanhas seguem esses períodos, para evitar surtos. Mas isso só funciona se um número adequado de pessoas é vacinado. Todas as 14 vacinas necessárias estão (ou deveriam estar) amplamente disponíveis na rede pública e postos de saúde nos bairros. Então lembre: qualquer notícia contrária a vacinação hoje é certamente fake news. Vacinas salvam vidas, inclusive a sua e a das suas crianças! Sobre isso não há dúvida. Vacinar é proteger o presente e o futuro. A vacinação é um ato de amor, responsabilidade e solidariedade com todas as crianças e com o futuro do país. Pra mais informações, se você continua com dúvidas, consulte o seu médico de confiança. Contribuiu para com informações, dados, pesquisa e texto o Prof. Dr. Hilton Silva, Médico, Biólogo e Antropólogo na Universidade Federal do Pará. Agora espalhem essas informações por aí, vamos vacinar essa criançada! Referências pra saber mais As razões da queda na vacinação Vacina Tríplice Viral – Quem pode tomar a vacina, reações adversas, eficácia e tempo de proteção da vacina Informações sobre Vacina tetraviral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela) O que é sarampo: saiba mais sobre a doença por trás de surtos no Brasil Vacinas não causam autismo [Maternidade] Você vai mesmo vacinar seu bebê?! Existe perigo na vacina? | Nerdologia
Dica de livro infantil: Controle Remoto

A cegonha deixa um bebê para os pais – junto dele, um controle remoto. No início os dois nem reparam no controle – mas quando começam a usá-lo, fica tudo tão fácil! O botão SAP decifra que o pequeno quer; o MUTE o silencia, o REPEAT faz com que obedeça ordens. A vida segue tranquila até um dia que nada do controle funcionar…o jeito é levar criança, pais e controle ao técnico, que logo faz o diagnóstico: é hora de jogar o dito fora, foi usado em excesso. Todos se angustiam um pouco no início – agora vão ter que se ouvir, se entender, nada fácil! Mas vale o esforço, ah se vale! O livro tem o texto divertido de Tino Freitas, as ilustrações alegres de Mariana Massarani e formato diferente: retangular, como um controlão. Parte chata: o livro era publicado pela Manati, que fechou – por isso está esgotado. Com sorte se encontra em sebos por aí, como a Estante Virtual, e também em bibliotecas. Texto de Daisy Carias, do blog parceiro A Cigarra e a Formiga Assista a história contada Fafá conta: controle remoto