não me toca

Fafá conta: não me toca, seu boboca!

Fafá conta: não me toca, seu boboca!

Ritoca tem uma história para contar, meio difícil de entender, muito difícil de falar. Uma forma de oferecer segurança e informação às crianças sobre prevenção ao abuso sexual infantil, sem perder o encantamento próprio da literatura.

Fafá conta: Não me toca, seu boboca! De Andrea Taubman. Editora Aletria

Para enriquecer a conversa

Confira o post cheio de dicas de sites, livros e vídeos para crianças e adultos ficarem bem informados para combaterem o abuso sexual infantil.

Saiba mais sobre esse livro.

Assista também: Fafá conta Pipo e Fifi – prevenção de violência sexual para crianças

Como e onde denunciar

Disque 100 – Serviço de proteção de crianças e adolescentes com foco em violência sexual, vinculado ao Programa Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, da SPDCA/SDH. Basta discar o número 100 (é gratuito e aceita denúncias anônimas).

Proteja Brasil – Esta iniciativa do UNICEF permite que sejam feitas denúncias diretamente por um aplicativo disponível para android e IOS, além de localizar os órgãos de proteção nas principais capitais e ainda se informar sobre as diferentes violações. As denúncias são encaminhadas diretamente para o Disque 100.

Safer Net – Ong que criou um canal de denúncias de crimes na web, e pornografia infantil é o tema mais denunciado.

Dica de profissional

A Caroline Arcari, fez um post no facebook dela que pedi para compartilhar aqui com vocês, aí vai:

*A Caroline Arcari é a autora do livro Pipo e Fifi, pedagoga e educadora sexual, especialista em Educação Sexual pelo CESEX e mestre em Educação Sexual pela UNESP.

Tem muita gente me pedindo um parecer sobre os novos livros sobre violência sexual que estão saindo no mercado editorial.

É uma grande alegria o despertar das pessoas para a necessidade de falarmos sobre esse assunto com as crianças. Para que elas criem ferramentas para detectar a diferença entre toques de afeto e toques abusivos.

A autoproteção, como é chamada essa abordagem, é uma das formas mais eficazes de enfrentamento da violência sexual, sabia? Então, aí vão as orientações na escolha do livro:

  1. Tem livro incrível e tem livro com conteúdo duvidoso. Cabe à família e educadoras/es prestar atenção na qualidade do texto e ilustrações.
  2. Alguns livros, apesar da boa intenção, acabam reproduzindo estereótipos que se afastam da realidade. Abusadores com cara de malvado, pegando a criança à força, com aparência assustadora e ameaçadora. A maioria dos autores da violência são gentis, amáveis e conhecidos da criança e isso PRECISA ser dito a ela.
  3. Alguns livros tratam a violência de forma muito subjetiva. Termos como “toques estranhos”, “carinhos esquisitos” são muito confusos. Quanto mais nova a criança, mais assertiva precisa ser a linguagem. Selecione livros que informem sobre partes íntimas, que revelem como são esses toques abusivos e que abordem questões como segredo e busca de ajuda.
  4. Prefira livros cujos personagens contemplem ambos os gêneros. Livros que mostram apenas meninas sofrendo abuso sexual podem reproduzir o mito de que meninos raramente são vítimas. Sabemos que, estatisticamente, até 27% dos meninos e 36% das meninas sofrem algum tipo de violência sexual até os 12 anos de idade.
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