4 livros pra falar sobre perdas, morte e o ciclo da vida com as crianças

4 livros pra falar sobre perdas, morte e o ciclo da vida com as crianças

Dia de finados chegando, resolvi fazer essa listinha para ajudar quem está procurando bons livros pra tratar com as crianças desses temas difíceis mas também tão naturais.

O Passeio

o passeio

De Pablo Lugones e Alexandre Rampazo. Editora Gato Leitor. Terminei de ler esse livro com um nó na garganta e umas lagriminhas rolando. Acompanhamos nessa história, num passeio de bicicleta entre pai e filha, o ciclo da vida com muita delicadeza. O livro me levou a refletir sobre o que tem realmente importância na vida, sobre saber aproveitar os momentos, ensinar, aprender e criar boas lembranças tanto pra gente quanto pros outros.
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A Árvore das Lembranças

De Britta Teckentrup, editora Rovelle. Um livro lindo, lindo! De forma delicada mostra como os animais da floresta reagem à morte da raposa, que era muito querida por todos. Já contei essa história no canal, se quiser conhecer.
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Roupa de Brincar

De Eliandro Rocha, editora Pulo do Gato. Livro super premiado (Prêmio Literário Biblioteca Nacional 2016, Melhor livro infantil – Seleção Destaques Revista Emília 2015, 30 Melhores Livros Infantis do Ano 2016, Revista Crescer etc). A tia da menina era uma pessoa super alegre, dona de um guarda-roupa super divertido para explorar e brincar. Um dia a menina visita a tia e a alegria sumiu, o guarda-roupa não tem mais graça e. Começa, então, a trajetória das duas para deixar a tristeza ir embora. Super bonito sem falar da morte diretamente. Podemos falar de outras perdas, de sentimentos, de dar a volta por cima. 🙂
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Para onde vamos quando desaparecemos

para onde vamos quando desaparecemos capa

De Isabel Minhós Martins e Madalena Matoso. Editora Alaúde, selo Tordesilhinhas. Esse livro originou o vídeo da semana passada no meu canal, assista aqui. Um livro bem legal pra filosofar a partir de uma das perguntas mais intrigantes da humanidade. Publicação bacana com capa dura e ilustrações bem coloridas com um texto divertido e provocador.
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Sugestão de fafã

Vou adicionar aqui as sugestões de livros dos fafãs sobre o tema. Se você também tiver sugestões, comente aqui ou no meu instagram ou fanpage. 🙂

Menina Nina

De Ziraldo, editora melhoramentos. Não conheço esse livro então peguei o texto que está no site da amazon: Este livro é, sem dúvida, o mais comovente de todos os que Ziraldo já escreveu para crianças. Com uma enternecedora força poética, o autor sonda os mistérios da vida e da morte e, numa linguagem cuidada e simples, consegue falar da dor de um modo delicado e cheio de esperança. É, claro, uma conversa difícil para se ter com crianças, mas aqui está o segredo de quem sabe falar para elas com precisão e sensibilidade.
Sugestão de Celia Rodrigues Gusmão pelo facebook e @ancadamen no instagram

É assim

De Paloma Valdivia, editora SM. Não conheço esse livro então peguei o texto que está no site da amazon: De onde viemos e para onde vamos? Se desconhecemos o ponto de partida e de chegada, se nascer e morrer são apenas instantes, o que importa é desfrutar o presente e a companhia dos outros, saboreá-los o máximo possível, com leveza e alegria. Partindo da ideia de que as coisas têm dois lados, de que nem tudo é totalmente bom ou mau, e movida pelas perguntas difíceis sobre a vida, Paloma Valdivia cria histórias, orientadas antes de tudo pela emoção e pelo traço sensível.
Sugestão das queridas do @kidsindoors pelo instagram

Arturo

Indicado pela Nina, do @mardehistorias: “Um livro sensível que, através de fotografias (de um cão de pelúcia por diversas paisagens reais)  apresenta a busca por alguém que nunca volta.  Uma espera sem fim. A ausência de notícias.
Ao mesmo tempo, o livro me trouxe também a reflexão do que muitas vezes os adultos fazem com as crianças.  Com medo de apresentar a morte ( e o significado que tem para ele próprio) e com receio da dor que esta notícia possa causar, esconde-se o fato na esperança que aquele alguém seja esquecido ou que se encontre o momento certo para falar. Não… a espera pela verdade ( mesmo que dolorida) será eterna. A dúvida, tenha certeza disso, é sempre muito mais doída! É preciso confiar no poder de compreensão das crianças e aprofundar o assunto a medida que ela aponte suas dúvidas.

 

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